E lucevan le stelle

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O eu verdairo

Hoje, depois de muito tempo,
consegui olhar-me e 
não ter repugnação pelo que vejo.
Consegui  dar- me uma chance de defender-me das minhas acusações, 
das minhas agresões,
das minhas culpas e frustrações. 
Resolvi ouvir-me antes de condenar-me  mais uma vez .
Decidi que precisava tentar salvar-me, 
do abismo que se abrira diante de mim,
há muitos anos me impedindo de seguir em frente e me aprisionando no meu passado,
que nada tem de inocente e puro. 
E em minha defesa alego que nada do que fiz, foi tão mesquinho e destrutivo 
para alguém ou para mim 
mesma, quanto o que não fiz por mim. 
Quando me neguei a ajudar-me, castigando-me, ai sim  ofendi a Deus,
pois quis ser maior que ele que é 
o unico perfeito. 
Quando me tranquei no meu mundo solitário, o fiz por não aceitar que ninguém além de mim , me julgasse e me condenasse , afinal , quem eram eles para julgar-me? 
Não me sentia como eles, não poderia,
São imperfeitos e não se auto destroem 
apenas por cometerem erros . 
Não,não vais mais julgar-me 
Bárbara , nunca mais!
Não vais mais aguçar meu orgulho e vaidade com falsas verdades 
a meu respeito! 
Tenho direito a liberdade, pois sou humana e não um Deus que é perfeito e imune a tentações e erros! Eu errei , mas e daí? Dane-se! Não me venha mais com sadismo porque eu não vou mais aceitá-los .  
Ou me aceita como sou,ou me aceita. 
Não dou-lhe mais opções. 
Não vou mais me esconder porque 
tens vergonha de nós. 
Aproveite essa chance que nos deu  
para libertar-nos. 
De agora em diante, não haverá mais do que uma de nós . 
Iremos nos fundir e dessa união nascerá aquela que foi absorvida por nós e perdoada pela vida, o nosso eu verdadeiro.

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