E lucevan le stelle

terça-feira, 3 de julho de 2012

Mar de mágoas

Será que não sou eu a vítima? 
Será que o mal que sempre abominei sou eu mesma?
Será que na tentativa desesperada de tentar "viver",
impedir os meus filhos de viverem? 
De sonharem? De serem livres?
Será que eles são mesmo os meus filhos,
ou fui apenas uma ponte para 
levá-los a seus verdadeiros pais?
Será que é a mim mesma que odeio?
Que enojo? Que repugno? Que desprezo?
Será que aqueles a quem chamo de algozes, 
são apenas vítimas da minha loucura?
Da minha frustração? Da minha dor?
Das minhas lembranças? Do meu passado?
Se são eles inocentes, quem então me feriu
tão profundamente a ponto de me fazer desistir
de mim? Eu mesma? Será ?
Tenho medo de acreditar nisso e
essa dúvida me paralisa
e me impedi de reagir! Não sei
para que lado seguir, não sei quem sou...
As pessoas me atormentam com suas verdades
tão mentirosas, mas ainda assim acredito e me puno.
Não importa o quanto fui ferida e ainda sou,
porque a mente humana é falha e com o passar
do tempo meus sofrimentos e dores, 
se tornarão apenas invenções 
de um ser confuso e desequilibrado.
Hoje puxei a âncora que me aprisionava ao
meu mar de amargura e solidão. Rompi os laços destrutivos que me ligavam a uma família ilusória
e fui em busca de um alguém que se perdeu de mim
há muito tempo atrás. Há tanto tempo que  até eu mesma duvidei que algum dia tivesse mesmo existido, mas a minha imensa saudade me guiou pelo caminho que me levou de volta a mim  mesma. Doeu abrir mão das minhas ilusões, pois eram as únicas coisas que eu tinha na vida... no entanto, sinto que agora enfim estou pronta para descobrir quem realmente sou e qual o sentido da minha existência nessa vida. Adeus minhas vidas, meus amores, mas não posso mais ficar aqui. 
Há um alguém a minha espera e não posso mais adiar esse reencontro. O amor que aprisiona e domina não é amor é posse! Amar é saber a hora de deixar ir, 
de libertar aquilo que ama quando é necessário. 
Os liberto agora de mim para que sejam felizes. 
Para que tenham a chance que não tive, 
a de viver plenamente!

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